Luvas brancas à porta: como a Deluxy criou as entregas de luxo

A Deluxy é um serviço de entregas de luxo: presentes, flores, bolos e surpresas personalizadas levados a clientes particulares e empresariais em Milão, Roma, Florença e Nova Iorque por estafetas de luvas brancas.

27 agosto 2026

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Nicolò Daniele Donato, fundador e diretor-geral, Deluxy

A encomenda chega online. O que chega à porta é uma pessoa de luvas brancas com algo feito para um destinatário e mais ninguém: um bolo de um artesão local, trezentas rosas vermelhas, um cartão escrito como o remetente pediu. A Deluxy faz isto desde 2019 e hoje opera em Milão, Roma, Florença e Nova Iorque, gerindo presentes em todo o mundo através de serviços dedicados. Metade do negócio são clientes particulares, metade são serviços para empresas.

Por trás disso estão doze colaboradores, mais de cinquenta estafetas com formação e mais de cem artesãos locais, e um negócio em que o dinheiro sai e entra em calendários muito diferentes. Há cerca de um ano, a Deluxy passou parte das suas finanças do dia a dia para a plataforma fintech Vivid.

A lacuna ao fundo do balcão

A ideia não começou na logística. Começou atrás do balcão de dois dos nomes mais reconhecidos da joalharia, onde Nicolò Daniele Donato trabalhava quando viu aquilo que o mercado não conseguia fazer.

A ideia surgiu-me quando trabalhava na Pomellato e na Cartier. O que notei, a lacuna que víamos no mercado, era que não conseguíamos oferecer um serviço de luxo ao domicílio aos clientes das grandes maisons.

Nicolò Daniele Donato, fundador e diretor-geral, Deluxy

Essa lacuna afetava os dois lados, diz: limitava a experiência do cliente que recebia o presente e limitava o remetente, que não tinha forma de enviar algo bonito e personalizado para casa de alguém de maneira a deixá-lo maravilhado. A Deluxy foi lançada em 2019, em Milão e Roma. Foi, segundo Donato, o primeiro serviço de entrega de luvas brancas do mercado. A ideia nasceu gradualmente e desenvolveu-se de forma natural, por etapas. Desde então, a empresa selecionou e formou mais de cinquenta estafetas e trabalha com mais de cem artistas locais escolhidos, diz, pela qualidade das surpresas personalizadas que criam.

Uma emoção tem de ser criada

Tudo é gerido online: a encomenda, a personalização, a comunicação. O presente em si é feito por artistas locais selecionados nas cidades onde a Deluxy opera, e a seleção é deliberadamente restrita, feita caso a caso para garantir a qualidade do produto e da experiência final. A empresa tem um serviço dedicado sete dias por semana, com pessoas que respondem a qualquer pedido do cliente e permitem personalizar totalmente um presente, uma surpresa ou qualquer serviço que lhes seja pedido. O remetente pode ficar anónimo. As entregas fazem-se todos os dias da semana, e a Deluxy aceita trabalhos feitos à medida: à meia-noite, a horas específicas ou em lugares surpreendentes, no Lago de Como, em zonas privadas exclusivas que normalmente não são acessíveis.

A nossa ideia é que uma emoção tem de ser criada, e cria-se cuidando de toda a experiência, a trezentos e sessenta graus: desde a seleção do produto até à forma como o cartão é escrito e como a entrega é feita.

Nicolò Daniele Donato, fundador e diretor-geral, Deluxy

A Deluxy tem concorrentes, diz Donato, e o que a diferencia, aquilo que ele gosta sempre de recordar, é que a empresa tem um propósito: permitir que pessoas e empresas surpreendam. Os pedidos chegam em todos os registos. Trezentas rosas vermelhas. Uma mensagem levada de Milão à Sardenha num voo dedicado para um único cliente. Até, nas suas palavras, alinhar as estrelas para que pudessem começar relações.

O aperitivo na cozinha

Eleonora Mannini entrou na Deluxy há cerca de um ano como diretora comercial, depois de muitos anos no luxo e na moda em funções comerciais e de vendas. Descreve a empresa como positiva, enérgica, dinâmica e muito jovem, uma forja de ideias onde a troca entre as pessoas é valiosa. O seu trabalho vai desde a prospeção de clientes no mundo do luxo e da moda de onde veio até à negociação de contratos e acordos com parceiros e fornecedores, incluindo um mundo da pastelaria que conhecia sobretudo como cliente.

Quando lhe perguntam que experiência da Deluxy lhe ficou na memória, escolhe um aperitivo em casa de um casal. O marido perguntou se era possível fazer uma entrega em grande estilo, com flores e um presente. Tudo foi organizado ao mais pequeno pormenor, e a entrega tinha de chegar a uma hora precisa. O estafeta não se limitou a entregar: preparou e serviu o aperitivo ao casal.

No dia seguinte, o cliente ligou-me e estava encantado. Tínhamos criado um momento inesquecível no mais simples dos lugares: a cozinha da casa deles.

Eleonora Mannini, diretora comercial, Deluxy

Para os clientes empresariais, Mannini descreve a oferta no mesmo registo, a uma escala diferente: serviços personalizados com um padrão de qualidade muito elevado que representam a imagem de uma empresa: presentes e entregas corporativos, estratégias de RP, marketing e clienteling criadas em conjunto com o cliente, eventos corporativos, catering, cenografia.

Para onde foi o luxo

Mannini vê o mercado como um mercado com um potencial enorme. Os relatórios, diz, apontam para um forte crescimento nos próximos cinco anos, até 2030, na hotelaria e nos serviços, e não nos bens de luxo (vestuário, acessórios, relógios, joalharia). O luxo, na sua leitura, passou do consumo de um produto para o luxo das experiências.

Preencher a parte do segmento que não tinha um serviço de entregas Luxury Premium foi, diz, a grande intuição de Donato. Quando a Deluxy nasceu, os concorrentes eram a Glovo, a Deliveroo e a Just Eat: empresas de logística muito mais comerciais. As maisons de luxo e de moda investiam enormemente na experiência do cliente dentro das lojas, e no momento da entrega essa mesma experiência do cliente não existia.

O que fizemos foi levar a experiência da marca até à casa dos clientes das maisons de luxo.

Eleonora Mannini, diretora comercial, Deluxy

O primeiro desafio, diz Donato, foi fazer o mercado perceber o que era a Deluxy. À medida que crescia, o desafio passou a ser organizar a empresa para concretizar as suas ambições e tornar-se um negócio internacional. Hoje conta com cinquenta mil clientes em todo o mundo e mais de cem empresas que a escolheram para serviços muito específicos.

O fluxo de caixa por trás das surpresas

O modelo tem uma consequência financeira que Donato descreve sem rodeios. A Deluxy oferece aos clientes empresariais prazos de pagamento de sessenta dias, para poder ser o único parceiro de referência para toda uma gama de serviços. Ao mesmo tempo, recebe encomendas de clientes particulares de presentes, bolos e surpresas produzidos por artistas locais. Entre esses dois fluxos estão as pessoas que têm de ser pagas: estafetas, colaboradores, artistas locais.

Isso, diz, cria uma complexidade na gestão das finanças: gerir o fluxo de caixa face aos prazos de pagamento das empresas e dos clientes finais.

A Deluxy encontrou a Vivid online, através de um anúncio. Donato procurava um parceiro financeiro que permitisse uma gestão flexível das finanças da empresa e, ao mesmo tempo, remunerasse a liquidez que o negócio tem em excesso em certos períodos. A Deluxy usa a Conta empresarial, a Conta de Juros para essa remuneração e o Cashback, e é graças ao cashback e aos juros, diz, que a empresa poupa.

Usamos a Vivid há cerca de um ano e, até agora, o feedback é muito positivo. Acho a Vivid muito útil, sobretudo por poder interagir rapidamente através da app.

Nicolò Daniele Donato, fundador e diretor-geral, Deluxy

O plano para os próximos anos é a internacionalização: consolidar a presença na América, abrir novos mercados e apoiar o desenvolvimento do mercado italiano. Turim já abre em setembro; a próxima abertura será Paris, num mercado francês que Mannini considera extremamente promissor. Depois, a Europa e o resto do mundo.

O conselho de Donato a quem quer começar num setor que não existe, para o criar, é o mesmo que ele próprio seguiu. Começa, e faz os grandes planos e os ajustes depois de teres começado. Começa a experimentar, procura a solução e depois faz uma pausa para perceber como pôr as coisas a funcionar. O objetivo, diz, não é parar perante as dificuldades, mas perceber como enfrentá-las e transformá-las numa oportunidade.

Este artigo reflete a experiência individual de um cliente da Vivid à data da publicação e não constitui aconselhamento jurídico, fiscal ou de investimento. As taxas, os preços e as condições mencionados refletem o plano do cliente nessa altura e podem ter sido alterados. A conta empresarial é disponibilizada pela Vivid Money S.A., uma instituição de moeda eletrónica supervisionada pela CSSF no Luxemburgo; os produtos de investimento e de juros são disponibilizados pela Vivid Money B.V., sob a supervisão da AFM. Os investimentos comportam riscos; o valor de um investimento pode subir ou descer, e os resultados passados não são um indicador de rendibilidades futuras.

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