Imprimir o impossível: como a Spectroplast imprime em 3D com silicone verdadeiro

A Spectroplast é uma spin-off da ETH Zurich, hoje sediada em Munique, que imprime peças em 3D em silicone verdadeiro para as indústrias médica e da robótica.

10 setembro 2026

O que me surpreendeu foi que, em poucos minutos, toda a abertura da conta correu sem falhas. Foram precisos alguns documentos adicionais por razões legais, mas todo o processo de registo correu superbem.

Maximilian Eils, CEO, Spectroplast

Numa bancada de um laboratório em Munique está um coração humano. Não é verdadeiro, mas é suficientemente parecido para enganar as mãos: macio onde um coração é macio, com paredes finas onde o tecido afina, impresso camada a camada em silicone verdadeiro para que um cirurgião possa ensaiar uma operação a uma válvula antes de sequer entrar no bloco operatório. Ao lado está um modelo de um cérebro, com uma pequena saliência num dos vasos, um aneurisma, reproduzido a partir do exame de um doente real para que um cirurgião possa praticar a colocação do clipe que vai impedir a sua rutura.

São estas as peças que a Spectroplast fabrica: objetos que, até há pouco tempo, eram impossíveis de produzir. Fundada em 2018 como spin-off da ETH Zurich, a empresa resolveu um problema com que o mundo da impressão 3D se debatia há anos: como imprimir em silicone verdadeiro, e não num substituto. No final de 2025 mudou a sede para Munique e trouxe um novo CEO, Maximilian Eils, para levar a tecnologia do laboratório para a produção em série. Uma das suas primeiras decisões ao montar a nova empresa nada teve a ver com silicone. Foi escolher a plataforma financeira em que um negócio rápido e deliberadamente digital deveria assentar.

Um facilitador, não uma empresa de produto

Pergunta ao Max o que faz a Spectroplast e ele resiste à resposta óbvia. A empresa não vende simples peças impressas em 3D. Vende uma capacidade: a de combinar a liberdade de design da impressão 3D com o desempenho de um material em que os engenheiros já confiam.

«Combinamos as vantagens da impressão 3D (liberdade de design, produção de lotes de uma unidade) com as propriedades do silicone verdadeiro, de que precisas sobretudo no contexto médico, em termos de biocompatibilidade e sensibilidade da pele», diz Max. O silicone é quimicamente inerte, resistente a químicos agressivos e a altas temperaturas, e suficientemente suave para estar em contacto com a pele. É, como diz a sua diretora de I&D, Dr.ª Erika Fantino, «um dos polímeros mais utilizados do mundo», mas imprimi-lo, camada a camada, era a parte que ninguém tinha resolvido.

Vemo-nos como um facilitador. Não somos nós que levamos o produto ao mercado, mas temos uma tecnologia que torna possíveis coisas novas.

Maximilian Eils, CEO, Spectroplast

Esse posicionamento atravessa toda a operação. Um cliente (normalmente um engenheiro) carrega um ficheiro CAD na loja online da Spectroplast. Em segundos, a plataforma indica se a peça pode ser impressa, assinala paredes demasiado finas e apresenta um preço. Se estiver tudo bem, o cliente encomenda, e a Spectroplast imprime e envia a peça. Sem ferramentas. Sem quantidade mínima de encomenda. Uma peça em dias, não em meses.

Onde os milissegundos e os milímetros contam

Os dois mercados principais da Spectroplast dificilmente poderiam avançar a velocidades mais diferentes, e é precisamente essa a questão. Na robótica, as empresas iteram depressa, com várias versões de uma máquina em simultâneo, e cada uma precisa de peças macias e personalizadas para agarrar objetos e sentir o mundo à sua volta. Para um cliente da Spectroplast, um fabricante de próteses no Reino Unido, isso significa imprimir seis ou sete versões de uma ponta de dedo personalizável em poucos dias, para que o cliente as possa testar e escolher a melhor antes de passar à produção em escala.

Esta rapidez de iteração só se consegue com a impressão 3D. Mas os clientes continuam a precisar das propriedades do silicone, e esse é o nosso ponto forte.

Maximilian Eils, CEO, Spectroplast

A medicina avança no sentido oposto (devagar, de forma ponderada, sob regulação apertada), mas o retorno é igualmente concreto. Além dos corações para formação cirúrgica e dos modelos de aneurismas, a Spectroplast imprimiu componentes que vão para dentro do corpo: a ferramenta médica de um cliente para fechar uma fístula usa canais de vácuo tão finos que nenhum processo convencional os conseguiria formar. Algumas peças ficam em contacto com a pele; outras estiveram dentro de um paciente durante 24 horas em ensaios clínicos. A resolução que torna isto possível chega a cerca de 100 a 150 mícrones, aproximadamente a espessura de um cabelo fino.

De uma ideia na ETH ao chão de fábrica em Munique

A história não começa em Munique, mas em Zurique. «A Spectroplast nasceu na ETH, em Zurique. Dois doutorandos descobriram uma forma de tornar o silicone imprimível em 3D. Na altura, foi uma inovação realmente única», conta Max. Esses dois investigadores, o Dr. Manuel Schaffner e o Dr. Petar Stefanov, transformaram uma descoberta de laboratório numa empresa. Max juntou-se à equipa no final de 2025 para construir o capítulo seguinte: uma nova equipa, um novo laboratório e a passagem da prototipagem para a produção em série.

O próprio material de silicone é exclusivo da empresa. A Spectroplast mistura as suas próprias resinas de silicone e detém a propriedade intelectual sobre elas: branco e preto de série, cores personalizadas a pedido, incluindo um laranja fluorescente para um cliente. Onze impressoras trabalham quase sem parar em encomendas comerciais, enquanto uma bancada à parte testa novas máquinas e novas formulações. Ao fundo do corredor, cada lote é verificado numa sala de controlo de qualidade: viscosidade e velocidade de cura, resistência ao rasgamento e alongamento, e um microscópio automático que mede se as peças mais pequenas saíram com as dimensões certas.

Para mim, construir uma empresa é muito interessante, e tenho a sorte de ter uma equipa excelente e uma tecnologia incrível.

Maximilian Eils, CEO, Spectroplast

Porque é que um novo material também é um problema de certificação

Muitas vezes, a parte mais difícil do trabalho da Spectroplast não é a impressão. É provar que uma peça impressa se comporta como o material em que os clientes confiam há décadas. «Todo o mundo da impressão 3D enfrenta o mesmo desafio», explica a Dra. Fantino.

Com uma tecnologia nova, toda a cadeia de processos e todos os testes têm de ser refeitos para provar que o material se comporta como aquele a que estás habituado. E isso leva tempo.

Dra. Erika Fantino, diretora de I&D e desenvolvimento de produto, Spectroplast

Nas aplicações médicas e aeroespaciais, isso significa ultrapassar uma muralha de regulação antes de qualquer coisa chegar a um paciente ou a uma máquina. A Spectroplast fornece a tecnologia e o material e depois apoia os clientes nos testes necessários para certificar um produto. Em trabalhos industriais menos regulados (vedantes, caixas, peças em geral), o caminho é mais curto, e é por isso que esses mercados são muitas vezes a porta de entrada. Seja como for, a ambição da empresa sob a liderança de Max é tornar o fabrico aditivo em silicone suficientemente fiável para a produção real, e não apenas para protótipos.

A plataforma financeira para uma empresa feita para avançar depressa

Quando Max se juntou à Spectroplast e criou a nova empresa em Munique, as questões práticas acumularam-se, incluindo que prestador de serviços financeiros escolher. «Para mim, era claro que queríamos ser muito progressistas com a nossa empresa. Queremos avançar depressa e tirar o máximo partido da IA», diz. Queria um parceiro financeiro que se parecesse com a empresa que estava a construir: inovador e disposto a ir além das convenções das finanças tradicionais. Encontrou a Vivid.

A abertura de conta foi simples: a conta ficou pronta em poucos minutos. O que o fez ficar foi o que veio depois. Cada membro da equipa tem um cartão, e Max tem a visão completa sob controlo a partir de um só lugar.

Todos na equipa têm um cartão, e emitir um é só uma questão de alguns cliques: um cartão digital na Apple Wallet, introduzes o nome, envias o e-mail e já está no telemóvel da pessoa. Consigo controlar os limites de gastos e ver quem está a comprar o quê.

Maximilian Eils, CEO, Spectroplast

Os recibos são enviados com uma única fotografia. Quando um colega se esquece, Max pode lembrá-lo a partir da app. Uma nova funcionalidade de categorização mostra-lhe para onde vai o dinheiro (útil numa empresa jovem com uma contabilidade enxuta), e os registos exportam-se sem problemas para o prestador externo de processamento salarial e para o consultor fiscal, que tratam do resto. Para ele, o que importa é o foco: «Isto garante mesmo que a equipa se pode concentrar no essencial, desenvolver materiais e levar peças ao mercado, enquanto toda a parte administrativa e financeira está à mão e é simples.»

Também valoriza o facto de os dados serem seus para exportar e levar para outro lado: a flexibilidade, como diz, de não ficar preso.

De volta ao laboratório, uma impressora baixa a plataforma num banho de silicone líquido e a luz começa a desenhar uma forma que nenhum molde conseguiria libertar. Dentro de cinco dias, será uma peça na mão de alguém: a ponta do dedo de um robô, um vedante para um novo produto, uma ferramenta médica destinada a um ensaio clínico. «Trabalhamos com diferentes indústrias e clientes para levar produtos ao mercado e permitir-lhes usar a nossa tecnologia para fazer a diferença», diz Max. «É uma sensação fantástica.»

Este artigo reflete a experiência individual de um cliente da Vivid à data da publicação e não constitui aconselhamento jurídico, fiscal ou de investimento. As taxas, os preços e as condições mencionados refletem o plano do cliente nessa altura e podem ter sido alterados. A conta empresarial é disponibilizada pela Vivid Money S.A., uma instituição de moeda eletrónica supervisionada pela CSSF no Luxemburgo; os produtos de investimento e de juros são disponibilizados pela Vivid Money B.V., sob a supervisão da AFM. Os investimentos comportam riscos; o valor de um investimento pode subir ou descer, e os resultados passados não são um indicador de rendibilidades futuras.

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