Como dois vizinhos de Hamburgo criaram um estúdio de golfe self-service, e uma discreta discussão com o golfe alemão

Um simulador de golfe indoor sem funcionários e com acesso por código, no rés-do-chão de um antigo salão de manicure em Hamburgo, construído quase inteiramente pelos seus dois fundadores.

13 maio 2026

No nosso ambiente de negócio, não quero que o nosso parceiro financeiro fique para trás. Tem de acompanhar o nosso ritmo, e a Vivid acompanha.

Tim Zimmermann, cofundador, Lazy Golf

Tim Zimmermann e Louis Wulff conheceram-se numa escada. Louis estava em casa; Tim estava de visita ao prédio, de boné de golfe. Louis tinha acabado de começar a jogar. Seguiu-se uma sessão no driving range, depois uma conversa mais longa e, por fim, uma pergunta: porque é que todos os simuladores de golfe de Hamburgo estavam escondidos num clube exclusivo ou embrulhados na lógica de vendas adicionais de um espaço de entretenimento empresarial? Três anos depois, a resposta é a Lazy Golf: um único espaço no rés-do-chão, em Hamburgo, que já foi um salão de manicure e é agora um simulador de golfe indoor sem receção e sem funcionários. Existe uma modalidade de sócio, mas não no sentido tradicional alemão: os sócios têm 50 por cento de desconto em cada reserva, e ninguém precisa de ser sócio para jogar. Os clientes reservam online, recebem dois códigos (um para a porta, outro para o sistema), entram e jogam.

Um modelo de negócio assente na subtração

A Lazy Golf é, nas palavras de Tim Zimmermann, um simulador de golfe self-service. Os clientes vêm por duas razões: para aperfeiçoar o swing com os dados que o simulador regista em cada pancada e para jogar voltas virtuais em campos reais, sem meteorologia, sem caminhadas e sem bloquear cinco horas na agenda. Toda a experiência foi pensada em torno do que lá não está. Sem receção. Sem barista. Sem um funcionário sempre por perto.

«Um simulador de golfe self-service significa que podes jogar golfe sem qualquer interação com outras pessoas», diz Zimmermann. A economia da subtração é simples, e ele não a enfeita: dispensar funcionários liberta orçamento para equipamento topo de gama e um interior confortável. O resultado, diz, vê-se nos números: mais de 29 por cento dos clientes voltam, muitos deles quase todas as semanas.

O equipamento veio da indústria de defesa

Dentro da cabine do simulador, sensores de infravermelhos e uma câmara de alta velocidade sensível à pressão seguem a bola a partir do tapete de tee. A tecnologia chama-se tracer, e Zimmermann refere a sua origem sem rodeios: foi desenvolvida para medir a rotação e a velocidade de projéteis na indústria de armamento e depois adaptada ao golfe. O mesmo equipamento calcula agora a rotação, o ângulo de lançamento, o contacto com a face do taco, a trajetória do swing, a distância, a altura e o rolamento, e projeta o resultado na tela em que o jogador acabou de bater. O software TrackMan faz os cálculos; um PC de alto desempenho, montado pelos próprios fundadores, corre a simulação.

Para Zimmermann, os dados são o produto. «Já ajudámos muitas pessoas a jogar melhor no campo a sério», diz, «e isso só é possível porque traduzimos o swing em números.»

Construído pelos fundadores, em três meses

Quando lhe perguntam quem instalou o equipamento, Zimmermann responde: ninguém. Ele e Wulff fizeram-no sozinhos, com tutoriais do YouTube e um único empreiteiro para a parede. O espaço tinha sido um salão de manicure. Esvaziaram-no por completo, montaram a estrutura da cabine do simulador, assentaram o chão, instalaram o tracer, ligaram o teclado da porta à plataforma de reservas e programaram o site em Webflow, com uma camada própria para as animações e o processo de reserva. Dois meses e meio, três no máximo.

Os dois cofundadores dividiram o trabalho de forma clara. Zimmermann trata da parte técnica e operacional: o equipamento do simulador, a automatização da reserva até à porta, o back end. Wulff concentra-se no posicionamento, na experiência do cliente e na questão de como crescer para além de um único espaço em Hamburgo.

Uma discussão mais discreta sobre o golfe alemão

Os dois fundadores voltam sempre à mesma palavra para descrever o golfe alemão: rígido. Wulff cresceu em Inglaterra, onde os campos municipais são comuns e um adolescente pode jogar sem o certificado Platzreife nem o apadrinhamento de um clube. Zimmermann frequentou o ensino secundário nos Estados Unidos em 2013 e 2014 e lembra-se do golfe de lá como um Gesellschaftssport, um jogo social e não de estatuto.

A Lazy Golf é, em parte, uma discreta discussão com a versão alemã. Sem obrigatoriedade de ser sócio de um clube. Sem código de vestuário. Sem joia de inscrição. A modalidade opcional de sócio é, em linha com a abordagem da empresa a quase tudo, uma versão despojada da ideia: dá 50 por cento de desconto em cada reserva, e é tudo.

Na Lazy Golf, o que me importava era tirar a rigidez ao desporto. Em Inglaterra, até um jovem pode jogar golfe sem Platzreife nem nenhum dos certificados de que os alemães tanto gostam. É assim que se consegue uma base de jogadores mais ampla e melhor.

Louis Wulff, cofundador, Lazy Golf

A base de clientes surpreendeu-os. Esperavam um público mais jovem e curioso por dados. O que tiveram foi uma distribuição equilibrada, incluindo clientes habituais com mais de 60 anos que reservam o simulador em grupo e ficam uma tarde inteira. Um cliente australiano, habitual desde as primeiras semanas, baixou o seu handicap de 35 para 6, uma transformação que Zimmermann atribui diretamente ao feedback baseado em dados que o sistema dá em cada swing. (Para quem não joga golfe: um handicap de 35 é típico de um principiante, um 6 indica um amador muito forte.)

Um parceiro financeiro que acompanha o ritmo

A Lazy Golf gere as suas finanças na Vivid. Tim Zimmermann encontrou a plataforma online, viu as alternativas e escolheu-a por duas razões. A primeira foi a rapidez. Enviou os documentos e, um dia depois, tinha acesso à conta e podia começar a operar. Na Alemanha (um país, nota, «muitas vezes marcado por longos processos burocráticos»), essa rapidez foi decisiva. A segunda foi a afinidade de filosofia: uma plataforma financeira online que, tal como a Lazy Golf, funciona com poucos funcionários.

No dia a dia, a app é o que ele mais usa. Notificações em tempo real quando entram pagamentos. Subcontas para organizar o fluxo de caixa. Uma vista compacta do painel com os indicadores que mais importam a um pequeno empresário que é também a sua própria equipa de operações. A contabilidade da Lazy Golf passa pelo LexOffice, integrado com a Vivid através da interface padrão, uma integração que, diz Zimmermann, funciona sem atritos. Este tipo de pormenor faz diferença em centenas de transações mensais de um prestador de pagamentos.

A Vivid não se limitou a cumprir todos os nossos requisitos. Funciona com um conceito semelhante ao nosso. É uma plataforma financeira online, sem muitos funcionários, tal como nós.

Tim Zimmermann, cofundador, Lazy Golf

Tem uma sugestão: a análise do fluxo de caixa da Vivid ganharia, na opinião dele, com controlos mais detalhados no seletor de período, um pequeno pedido de produto de um gestor que lê o seu próprio painel todos os dias.

O que vem a seguir

A Lazy Golf quer continuar self-service e eficiente em custos, mas não quer continuar com um só espaço. Nas próximas semanas vão abrir mais espaços em Hamburgo, e a expansão para o resto da UE e para o Reino Unido está nos planos a médio prazo. A tese é simples: o golfe com simuladores e baseado em dados já é padrão entre os profissionais do circuito e há muito que merece uma infraestrutura séria para amadores. A Lazy Golf aposta que a versão simplificada, sem as tradicionais barreiras de entrada e sem os custos com funcionários, é a que consegue crescer.

O espaço de Hamburgo, ao fim do dia num dia útil, está vazio de pessoas, mas não de atividade. Alguém introduz um código, a porta abre-se com um clique, dá-se uma pancada. Os dados aparecem num ecrã à parte. A bola, na tela, termina a sua trajetória sobre um fairway a milhares de quilómetros de distância. Ninguém está a ver. É precisamente esse o objetivo.

Este artigo reflete a experiência individual de um cliente da Vivid à data da publicação e não constitui aconselhamento jurídico, fiscal ou de investimento. As taxas, os preços e as condições mencionados refletem o plano do cliente nessa altura e podem ter sido alterados. A conta empresarial é disponibilizada pela Vivid Money S.A., uma instituição de moeda eletrónica supervisionada pela CSSF no Luxemburgo; os produtos de investimento e de juros são disponibilizados pela Vivid Money B.V., sob a supervisão da AFM. Os investimentos comportam riscos; o valor de um investimento pode subir ou descer, e os resultados passados não são um indicador de rendibilidades futuras.

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