Como a TechGDPR transforma a proteção de dados numa vantagem para o negócio

A TechGDPR ajuda empresas tecnológicas a ir além do cumprimento meramente formal e a transformar a privacidade numa capacidade estruturada e operacional.

18 abril 2026

Acabamos por processar mais pagamentos de faturas recebidas e emitidas e, como é tão simples, estou bastante aberto a passar mais dos nossos pagamentos recebidos e efetuados para a Vivid.

Silvan Jongerius, sócio-gerente, TechGDPR

A TechGDPR mudou para a Vivid depois de se cansar das taxas, da qualidade do serviço e dos tempos de resposta da banca tradicional. «Era tudo lento e caro», recorda Jongerius. O que começou como um sítio para guardar poupanças depressa se tornou algo mais. «No início, abrimos conta na Vivid sobretudo para fazer a gestão de capital. Mas agora acabamos por processar mais pagamentos de faturas recebidas e emitidas e, como é tão simples, estou bastante aberto a passar mais desses pagamentos para a Vivid. Temos vindo a fazê-lo aos poucos, mas não era isso que eu esperava à partida.»

A ilusão da conformidade: quando as políticas não correspondem à realidade

Fala-se muito de proteção de dados, mas raramente se compreende a fundo. Muitas empresas encaram o RGPD como um exercício de documentação, algo que se resolve com políticas geradas à pressa, por vezes até com IA. Na prática, esta abordagem cria uma falsa sensação de segurança. As políticas podem existir, mas muitas vezes não refletem a forma como os dados circulam realmente na organização.

«Algumas empresas começam por criar as suas políticas com IA. Usam o ChatGPT e afins para criar avisos de privacidade que não refletem a realidade da empresa», explica Jongerius. «Não fizeram a devida diligência. Não fizeram a exploração interna para perceber realmente que processos estão a acontecer e, por isso, esses processos não estão refletidos nas políticas. É uma falha grave.» Alex Carroll, Consulting Manager da empresa, vê esta lacuna do lado do cliente todos os dias. «Ficarias surpreendido com o número de pessoas dentro de uma empresa que têm uma ideia completamente diferente do que a sua própria empresa faz ou de como usa os dados», diz. Na sua experiência, o desfasamento entre a forma como uma empresa se apresenta para fora e a forma como funciona internamente é a regra e não a exceção.

Um passo realmente importante é, primeiro, perceber que dados estão de facto a ser tratados dentro de uma organização, antes sequer de pensar em escrever políticas.

Silvan Jongerius, sócio-gerente, TechGDPR

Além da checklist: como a TechGDPR constrói uma conformidade que resiste

A TechGDPR segue uma abordagem diferente. Como consultora boutique, a empresa privilegia a profundidade em vez da escala e trabalha de perto com os clientes para mapear e analisar a forma como os dados são realmente tratados nas operações do dia a dia. «Quando trabalhamos com um cliente, conseguimos olhar muito a fundo por baixo do capô. Vemos muito do seu funcionamento interno, percebemos exatamente como são os seus processos», diz Jongerius. «Ter esta visão sobre tantas organizações que trabalham com novos tipos de tecnologia e fazem coisas muito interessantes é extremamente interessante.» Carroll, que lidera uma equipa de consultores de privacidade e tecnologia e gere contas de clientes importantes, descreve o trabalho em termos práticos: «A conformidade não é nenhum bicho de sete cabeças. Nunca se deve subestimar o que pode correr mal. Nunca se deve sobrestimar o quão preparada uma empresa está, ou o quanto compreende o que precisa de fazer. Trata-se de não dar nada por garantido, de ser organizado e de não deixar nada por fazer; é essencialmente isso que faz um consultor.» Em vez de entregar modelos genéricos, a TechGDPR traduz os requisitos regulamentares em melhorias concretas e aplicáveis e ajuda as empresas a construir sistemas que cumprem as regras e são comercialmente viáveis. «A TechGDPR foi fundada com a ideia de ajudar as empresas para as quais era muito difícil cumprir o RGPD a encontrar, ainda assim, uma forma de fazer as coisas da maneira certa, que preserve a privacidade das pessoas e, ao mesmo tempo, crie uma situação viável para as empresas», diz Jongerius.

De CTO a fundador na área da conformidade: uma mudança de carreira movida pela curiosidade

Jongerius não vem originalmente do mundo da proteção de dados. Com um percurso em tecnologia e gestão da educação, chegou à privacidade por necessidade. Quando trabalhava como CTO, ficou encarregado de garantir a conformidade com o RGPD, uma responsabilidade que a maioria na organização queria evitar. «Era algo com que ninguém queria realmente lidar, mas, por alguma razão, achei muito interessante», diz. Essa curiosidade levou-o a cofundar a TechGDPR em Berlim, em 2018.

O percurso de Carroll foi igualmente pouco convencional. Vinha do mundo da conformidade normativa (normas ISO, sistemas de gestão) antes de entrar na TechGDPR em 2018. «No início, a proteção de dados era bastante nova para mim», admite. «Por ter de a estudar e depois traduzir em recomendações práticas para os clientes, mudei claramente a minha própria relação com as plataformas e os dispositivos eletrónicos.»

É a minha experiência combinada em empreendedorismo, liderança empresarial e tecnologia, bem como no quadro jurídico do RGPD, que, acredito, me dá vantagem na fundação da TechGDPR.

Silvan Jongerius, sócio-gerente, TechGDPR

Quando a proteção de dados se torna um modo de vida

Trabalhar em proteção de dados não influencia apenas os processos empresariais. Muda a forma como as pessoas interagem com a tecnologia. Tanto Jongerius como Carroll descrevem uma consciência profissional que mudou os seus hábitos pessoais. «Se não percebo como uma empresa usa os meus dados, sou o primeiro a pedir mais informações, a ler o aviso de privacidade, a contactar o encarregado da proteção de dados», diz Jongerius. A nível pessoal, pensa bem onde se senta num café («Faço questão de ficar de costas para a parede»), em quem pode ouvir as conversas e no que está visível no ecrã em espaços públicos. Carroll foi mais longe. Deixou de usar a maioria das redes sociais («Uso o LinkedIn porque tem utilidade profissional, mas o Facebook, de certeza que já não») e está a afastar ativamente a família dos produtos da Meta. «Estou a tirar a minha família do WhatsApp porque agora sabemos que as conversas e os conteúdos partilhados no WhatsApp são usados para fins publicitários», explica. «Não quero que as fotografias da minha família sejam interpretadas como escolhas de estilo de vida e sirvam para direcionar publicidade.» Até algo tão rotineiro como um banner de cookies se torna um exercício profissional. «Quando visito um site e me aparece um banner de cookies, leio-o em parte», diz Carroll. «Não leio os pormenores porque não confio neles. Servem para te fazer pensar que a privacidade importa à organização. Mas, na verdade, só os teus dados importam.» O conselho que dá a toda a gente: «Antes de clicares e te registares num serviço, dá uma vista de olhos ao site, à empresa, à forma como comunicam. Não acredites quando dizem que a privacidade é importante para eles. Não precisas de perceber o aviso de privacidade na totalidade, mas ficas rapidamente com uma ideia de se o levam a sério ou não.» Jongerius acrescenta uma nota sobre ferramentas de IA: «Tem cuidado com aquilo que confias ao ChatGPT. Não só é conhecido por reutilizar os teus dados para treinar os modelos, como pode também lembrar-se de coisas de que falas para uso futuro. E a OpenAI acabou de assinar contratos com o Departamento de Defesa dos EUA, por isso também se pode questionar o que pode estar a acontecer aos teus dados no âmbito desse contrato.»

Autonomia por definição: construir uma consultora remote-first

A TechGDPR funciona como uma empresa remote-first, assente na autonomia e na confiança. A equipa está organizada para trabalhar de forma independente, com liberdade para gerir as suas responsabilidades sem supervisão constante. O estilo de liderança de Jongerius é influenciado por uma abordagem neerlandesa e colaborativa à tomada de decisões: envolver a equipa nas decisões importantes e definir o rumo em conjunto. «Não sou a pessoa que lhes está a espreitar por cima do ombro todos os dias. Gosto que sejam independentes e quero dar-lhes condições para isso», diz. «Espero que a minha equipa diga o mesmo. Suponho que é mais uma esperança do que uma expectativa.» A estratégia de contratação da empresa reflete um investimento deliberado no desenvolvimento. «Somos uma consultora boutique, por isso a nossa estratégia é contratar pessoas com percursos promissores que percebam mesmo de tecnologia, ou que tenham pelo menos um interesse muito forte por ela», explica Carroll. «A consultoria em direito e cibersegurança não é tão técnica como a maioria das pessoas pensa. Trata-se sobretudo de ter a mentalidade certa para compreender os processos de negócio e os riscos que vêm com a tecnologia.» Carroll recebe jovens profissionais com um a três anos de experiência e põe-nos a par da forma como as empresas funcionam na realidade, desde a dinâmica da administração ao desalinhamento entre departamentos. «O que um consultor faz, e o que a minha equipa está a aprender a fazer, é ver as ligações entre os silos», diz. Depois de um período de maior rotatividade, a equipa estabilizou. «Há já alguns anos que temos uma equipa bastante estável, e isso é um verdadeiro prazer», acrescenta Jongerius.

Como a TechGDPR gere as operações financeiras

Operar na Alemanha e a nível internacional, com operações em contacto direto com os clientes, exige processos financeiros eficientes. Pagamentos rápidos, supervisão fácil e a possibilidade de manter a banca empresarial separada dos dispositivos pessoais são importantes para uma empresa que pensa nos fluxos de dados de forma profissional. A Vivid ajuda a TechGDPR a simplificar esses processos com uma interface única para gerir as despesas e as finanças da empresa. Em vez de depender de sistemas bancários tradicionais lentos e fragmentados, a equipa pode acompanhar transações, monitorizar saldos e tratar das operações do dia a dia num só lugar. Para uma empresa focada na transparência e no controlo em matéria de proteção de dados, a rapidez operacional e a abordagem digital da Vivid encaixam naturalmente: «Com a forma moderna de fazer banca, mesmo que eu não goste de todos os seus aspetos, os processos são normalmente bastante rápidos. E isso ajuda quando se gere uma empresa.» A única reserva de Jongerius é, como seria de esperar, a de quem pensa em privacidade: «Gostava de manter o meu dispositivo móvel pessoal fora das contas da banca empresarial, sem misturar as coisas. E isso também é por razões de privacidade.» Até o seu feedback sobre a banca passa pelo olhar de um profissional de proteção de dados.

Este artigo reflete a experiência individual de um cliente da Vivid à data da publicação e não constitui aconselhamento jurídico, fiscal ou de investimento. As taxas, os preços e as condições mencionados refletem o plano do cliente nessa altura e podem ter sido alterados. A conta empresarial é disponibilizada pela Vivid Money S.A., uma instituição de moeda eletrónica supervisionada pela CSSF no Luxemburgo; os produtos de investimento e de juros são disponibilizados pela Vivid Money B.V., sob a supervisão da AFM. Os investimentos comportam riscos; o valor de um investimento pode subir ou descer, e os resultados passados não são um indicador de rendibilidades futuras.

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